QUANDO O SETOR DE PELETIZAÇÃO SE TORNA INVIÁVEL!
Fator Administrativo: Normalmente os administradores estão mais preocupados com o custo e não observam que uma alta na produção com economia no processo é mais vantajoso que economias percentuais na compra de matérias primas e insumos.

Fator Técnico: Normalmente os técnicos sempre acreditam que só com a substituição dos equipamentos, os quais consideram obsoletos, poderiam resolver seus problemas, batendo assim numa tecla, onde postergam a resolução de seus problemas, com uma justificativa que não é verdadeira.

Fator Operacional: Os operadores simplesmente desmotivados, desestimulados, desistem de buscar uma opção, de tanto ouvirem da boca dos próximos, numa convivência diária, que não se pode falar em gastos, e dos técnicos que os equipamentos instalados não satisfazem as necessidades em virtude do excesso de paradas para manutenção. Esses operadores, por imprudência, negligência ou imperícia, acabam sendo os articuladores de um verdadeiro show de paradas nos equipamentos, por motivos vários, não conseguindo assim a produção hora necessária. Envolvidos em tantos problemas e sob a pressão constante da necessidade do aumento da produção não analisam ou não têm experiência suficiente para analisar o processo num todo e encontrar o ponto de estrangulamento da produção. O setor passa a trabalhar então mais horas mas, com mais despesas e menos produção. Esse ponto é o ponto ideal para se fazer uma reformulação completa no setor.

Não há necessidade de dispensa de funcionários, não se deve tumultuar o ambiente, existe nesse momento apenas a necessidade de entrar com um treinamento eficiente, preparar melhor os envolvidos na área, e fazer um estreitamento de laços profissionais de convivência entre operadores e mecânicos encarregados da manutenção da fábrica elevando assim a auto estima de cada profissional. Inúmeros itens, desde a saída do vapor da caldeira até a chegada no condicionador da prensa devem ser alisados.

É necessário saber o que existe no encanamento e como ele está. É preciso analisar profundamente a estação de vapor, suas válvulas e manômetros. Há necessidade de se entender que não se pode separar a moagem, a mistura e a peletização. Para tanto, é necessário também o conhecimento do moinho, verificar seus martelos, suas telas e verificar se suas áreas perfuradas são compatíveis com a sua capacidade de produção.

É preciso ter um bom misturador horizontal, com sua rotação regulada, e tirar amostras periodicamente para análises. É necessário verificar o tamanho das partículas, para que o processo flua normalmente. A granulometria é fator muito importante e não se pode desprezar a análise do DGM e DPG. A mistura é item importantíssimo e precisa ser uniforme, evitando elevadores altos e peneiras rotativas até a chegada no silo pulmão da prensa peletizadeira. Depois da chegada do produto no condicionador da prensa o processo vai depender não só da habilidade do operador, mas também da sua capacidade de observação para não incidir em erros até que o produto chegue ao resfriador.

NÃO ADIANTA ESPECULAÇÕES SOBRE:

- Aumento de pressão ou diminuição da mesma.

- Ajustes dos roletes.

- Aperto da porca traseira.

- Ajuste na matriz.

- Ajuste da cinta de fixação da matriz ou parafusos se houver.

- Defletor fora de grau.

- Raspadores do eixo oco ou cone de alimentação.

Toda correção a ser feita tem que ser por um técnico especializado que saiba o que está ocorrendo no processo. O equipamento avisa quando existe problema e é necessário saber como executar cada procedimento caso contrário maiores problemas aparecerão.

PARA LOCALIZAÇÃO DE PROBLEMAS:

Para localizar qualquer problema deve-se começar observando vários itens:

a- Como está a formulação?

b- Com mais fibras?

c- Com mais proteínas?

d- Com mais amido?

e- Matriz desgastada?

f- Capas de rolos desgastadas?

g- Matriz com geometria ou construção mecânica errada?

h- Problemas no vapor?

i- Problemas na tubulação?

j- Problema na caldeira?

k- Problema na estação de vapor?

l- Problema na rosca de alimentação?

m- Problema na rotação da matriz?

n- Problema no resfriamento?

o- Problemas de finos?


Este é o setor de peletização, é um setor onde não se pode dizer quando um problema acontece: “Acho que é isso”. Nesse setor não se pode “achar”, tem-se que saber definir o que é. O treinamento do pessoal nesse setor é imprescindível para que possam saber o que está ocorrendo no momento, entrar em contato com a manutenção e resolver o problema. Não vai adiantar chamar a manutenção quando a prensa estiver quebrada, ai o melhor é esquecer a produção, começar a fazer uma limpeza no setor, comprar as peças necessárias para a manutenção e aguardar que algum mecânico descubra o que está acontecendo. Assim o custo aumenta e a produção diminui num fluxo constante e sem visão de retorno breve para a Empresa!


Vanderlei Pires de Oliveira

www.vpoconsultoria.com.br

CNPJ 14.272.071/0001-58

(14) 98121.6455
 
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