O PROBLEMA DAS CARREIRAS DE FUROS LATERIAIS
Quando fazemos essa pergunta: Ganhamos ou perdemos, em produção, com o aumento de carreiras furadas nas matrizes? Percebemos o óbvio nas respostas: É claro que ganhamos! Tudo bem, também concordo com isso. Mas, o que discordo é com a ânsia de se aumentar a produção sem pensar nas conseqüências advindas do aumento da área perfurada e do enfraquecimento ocasionado na construção mecânica da matriz. Calculistas chegam a encontrar uma área perfurada de 40%, 37%, 45% dependendo é lógico da altura da parede, diâmetro interno da matriz, largura da matriz e a furação utilizada. Mas tudo é cálculo, mesmo considerando que a largura da capa esteja exatamente entre os canais laterais, que vão determinar a área perfurada. Depois de tudo isso estudado, vamos observar, o que temos encontrado por ai. Todos nós, que trabalhamos com peletização sabemos que a saida do produto peletizado e consequentemente o PDI da massa, depende diretamente da compactação, que é calculada a partir da altura da parede da matriz dividida pelo diâmetro do furo. Mas só isso? Para se conseguir um pelete comercial com baixo índice de finos, não temos que calcular também uma compactação bem alta e alivios laterais para auxiliarem a saída do produto? Agora, o que vai acontecer caso esses alívios não sejam bem calculados? Vamos encontrar o que vemos muito por ai, carreiras laterais com furos redondos, amassados e que não permitem a saida do material, consequentemente amassando também as laterais das capas dos roletes. Agora essa área de alívio deve ser calculada levando em consideração a porcentagem que se deve abater do total da compactação da matriz e não aleatóriamente. Na minha opinião, acredito que temos que manter uma area perfurada que não enfraqueça a construção mecânica da matriz e que os furos não se encontrem na parte interna perfurada, na entrada do produto. Porque quando se exagera nas carreiras perfuradas, aumentamos sim o numeros de furos da matriz,mas consequentemente diminuiremos sua vida útil, devido ao encontro dos furos e o amassamento nas carreiras laterias que impossibilitam a saida do produto. Esses encontros de furos na parte interna, abre a possibilidade de que algum elemento metálico, vindo com a massa e não retirado pela placa magnética, entre nesse buraco formado e ocasione uma trinca com maior facilidade, encerrando assim sua vida útil com menor tempo de uso. A matriz com menor numero de carreiras, ou seja, com uma furação proporcional à sua largura e altura de parede, com certeza corresponderá com um tempo mais longo de uso.   Não queremos aqui polemizar a quantidade ideal de furos e carreiras em uma matriz e sim, esclarecer que, quando um cliente for solicitar uma matriz que dê uma maior produção, que ele tenha em mente o risco que corre, e possa ser informado pelos fabricantes, o que pode acontecer quando se intenta aumentar a área perfurada de um anel cuja resistência não pode ser medida apenas pela especificação do aço e pelo tratamento térmico que irá receber.

Vanderlei 19 junho 2011
 
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